|
A participação
portuguesa na guerra de 14-18 (que se repartiria entre
França, Angola e Moçambique) ficou marcada pela tragédia
de 9 de Abril de
1918, a Batalha de La Lys.
O meu avô, Coronel Óscar Koll de
Alvarenga, na altura capitão, fez parte do
Corpo Expedicionário Português (CEP),
mas por feliz acaso encontrava-se de
licença em Portugal quando se deu a
célebre Batalha de La Lys
que teve um
saldo aterrador para o sector
português: dos 7500 homens destroçados, mais
de mil caíram mortos.
Tony Novosel
resumiu da seguinte forma
a maior tragédia que a humanidade
tinha,
até aquele momento, conhecido: “It
was The War To End All Wars, a
senseless slaughter that set the stage for the bloodiest century in human
history. Yet, it was more than just a war between nations. It was a war
between
what was and what was to be. The "old world" was dying, and the new
world
had yet to be born. People of all classes and nations saw it as some great
cleansing fire that would accelerate this battle and lead to a better world.
But,
when it was over, more than men had died in the mud of the battlefields. The
naive dreams of progress, along with the innocence of the pre-war world,
faith
in God, and hope in the future all died in the trenches of Europe.”
O meu avô encontrou nos Lusíadas um amparo e uma
força que muito o
ajudaram a superar os difíceis momentos
passados nas trincheiras. Conservo
hoje, com o maior enlevo, uma antiga
edição de “Os Lusíadas”, em formato
miniatura, que o meu avô lia diariamente.
Assim, renasceu a minha ligação
aos “Os Lusíadas”.
Esta página é uma homenagem aos “Os
Lusíadas” que é o maior símbolo da
Nação Portuguesa. Sem desrespeito pelo hino e pela bandeira
reconheçamos
que estes estão datados historicamente,
associados a uma determinada
organização politica e têm uma
mensagem bem mais limitada.
Disse Vitorino Nemésio, a propósito de "Os
Lusíadas" e do seu autor, Luís Vaz
de Camões: “ Catedral do Homo Sapiens
que abençoa sem mitra..., o poeta
de sangue, dador de sangue.”
|
|