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Em 31 de Maio de 2003 apresentei a seguinte petição ao Parlamento Europeu:
"Tenho um site com o endereço www.alvarenga.net cujo conteúdo gostaria que pudesse ser consultado por qualquer cidadão da União Europeia. Contudo, devido à inexistência de uma língua oficial única para a UE, tal só será possível se traduzir as minhas páginas numa série de línguas. Considerando que a inexistência de uma língua oficial única na UE prejudica seriamente a capacidade de comunicação dos cidadãos europeus entre si, contrariando alguns dos princípios e objectivos da União Europeia como, por exemplo, a livre circulação das pessoas e a não discriminação em virtude da nacionalidade venho pela presente petição exortar o Parlamento Europeu para que tome posição sobre o interesse e oportunidade de: A União Europeia instituir uma língua oficial única que seja adoptada pelos estados membros como segunda língua oficial."
Em 5 de Junho de 2003 o Parlamento Europeu informou-me que a petição foi inscrita com o número 536/2003 salientando "que o processo de apreciação de uma petição pode ser relativamente longo, tendo em conta o elevado número de petições recebidas, a sua tradução para as onze línguas oficiais da União Europeia e a sua apreciação pela Comissão das petições."
Um comentário: isso das onze línguas não ajuda, pois não?!
Em 15 de Janeiro de 2004 o Presidente da Comissão das Petições, o Senhor Nino Gemelli, comunicou o resultado da apreciação da petição nos seguintes termos:
"Excelentíssimo Senhor,
A Comissão das Petições examinou em 10 de Dezembro de 2003, a petição apresentada por V.Ex.ª, tendo-a considerado admissível nos termos do Regimento do Parlamento Europeu, na medida em que o seu conteúdo se enquadra no âmbito das actividades da União Europeia.
Também partilhamos as suas preocupações no que diz respeito ao uso de uma língua comum. A este propósito, queremos informá-lo de que em 26 de Agosto de 2003 se realizou em Portonovo di Ancona, em Itália, o 71º Congresso consagrado às "línguas da paz", promovido por especialistas do Esperanto, em que o uso desta língua foi uma vez mais considerado como meio de comunicação a privilegiar (ver o documento que se anexa, em língua francesa, constante do site da Presidência Italiana do Conselho da União Europeia).
Não tendo, de momento, nada mais a acrescentar, damos por concluída a apreciação da sua petição, agradecendo o interesse manifestado pela Comissão das Petições do Parlamento Europeu.
Com os melhores cumprimentos,"
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